Chuva em Campinas bate recorde para outubro desde 1991

A chuva em Campinas chegou a 376 milímetros em outubro de 2026, o maior acumulado para o mês desde o início da série histórica do Cepagri, em 1991.

O Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp, aponta média climatológica de 117 milímetros para outubro. O total registrado na cidade superou esse parâmetro em mais de três vezes.

O volume e a frequência das precipitações marcaram o mês em Campinas, no interior de São Paulo. O meteorologista Bruno Bainy analisou também como a nebulosidade esteve ligada às temperaturas observadas.

chuva em Campinas

Além do recorde de chuva, os dados do Cepagri mostram um mês com poucos dias acima de 30°C e um episódio de frio considerado atípico. Bainy afirmou que o El Niño pode ter contribuído parcialmente para o padrão de precipitações.

Volume de chuva supera média e marca recorde desde 1991

Os dados do Cepagri também registraram episódios de chuva intensa ao longo de outubro. As precipitações não ficaram limitadas a um único evento, e houve recorrência de dias chuvosos.



Segundo o meteorologista Bruno Bainy, essa frequência esteve associada à alta nebulosidade observada em Campinas. A presença de nuvens durante o dia ajudou a conter a elevação das temperaturas máximas.

A análise do Cepagri relaciona, assim, a chuva em Campinas às condições de temperatura do mês. A influência da nebulosidade aparece sobretudo na diferença entre as máximas, que ficaram mais amenas, e as mínimas.

Nebulosidade, temperaturas e possível influência do El Niño

O maior registro de temperatura ocorreu em 9 de outubro, quando os termômetros marcaram 33,8°C. Ao longo do mês, somente três dias ultrapassaram os 30°C.

As mínimas tiveram média de 17,7°C, ligeiramente abaixo da climatologia, segundo Bainy. Para o meteorologista, máximas mais amenas sem uma queda semelhante nas mínimas indicam o efeito das nuvens durante o dia, que inibem o aquecimento habitual.

Na última semana de outubro, a mínima chegou a cerca de 13°C, episódio que Bainy considerou atípico para o mês. Ele explicou que o restante do período não teve entradas frequentes de massas de ar frio.

O meteorologista afirmou que o El Niño pode ter contribuído parcialmente para o padrão observado em setembro e outubro. Segundo Bainy, ventos fortes nos níveis mais elevados da troposfera podem modular e favorecer a ocorrência de chuvas.



Deixe um comentário