Rota Mogiana assume rodovias da região de Campinas

A concessionária Rota Mogiana assumiu a operação de rodovias da região de Campinas em 1º de novembro de 2026. O contrato prevê que os pontos de pedágio na malha passem de nove para 19 ao longo da concessão.

Formalizado em 27 de agosto de 2026, o contrato tem duração de 30 anos e abrange aproximadamente 520 quilômetros de rodovias e acessos estaduais. Segundo o governo de São Paulo, o sistema está distribuído por 22 municípios das regiões de Campinas e Ribeirão Preto.

Na região de Campinas, a concessão afeta trechos em Artur Nogueira, Campinas, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Jaguariúna, Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Santo Antônio de Posse. A nova administração responde pela conservação, pelo monitoramento e pelo atendimento aos usuários.

As mudanças incluem a implantação gradual de cobrança eletrônica e alterações no sistema Ponto a Ponto de Jaguariúna. O governo estadual também prevê obras de ampliação e melhorias na malha concedida.

Novos pedágios, cobrança eletrônica e mudanças em Jaguariúna

A concessão prevê a inclusão de dez pontos de cobrança, elevando o total da malha de nove para 19. Segundo o governo estadual, a implantação será gradual e utilizará o sistema eletrônico Siga Fácil, conhecido como free flow, que permite a passagem sem parada.

Os novos pontos só poderão iniciar a cobrança depois que as melhorias e os serviços exigidos pelo contrato forem executados e comprovados. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) ficará responsável pela fiscalização dessas condições, e as informações divulgadas não especificam datas de ativação ou a localização de cada ponto.



Em Jaguariúna, o sistema Ponto a Ponto será encerrado, e a tarifa do trecho terá redução de 50% para todos os motoristas, sem necessidade de cadastro no programa anterior. O contrato também prevê o Desconto de Usuário Frequente (DUF): no mesmo pórtico, o abatimento será de 10% para quem fizer de 11 a 20 passagens e de 20% para quem realizar de 21 a 30 passagens.

Investimentos, obras e serviços previstos na concessão

O governo paulista estima R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo dos 30 anos de concessão. Para os dois primeiros anos, estão previstos R$ 544,2 milhões para recuperação do pavimento, sinalização, drenagem, manutenção de pontes e viadutos, adequação de defensas e iluminação.

Entre as intervenções anunciadas está a ampliação da capacidade da SP-340, no trecho entre Campinas e Mogi Guaçu. O plano também inclui obras na SP-350, entre Casa Branca, Itobi e São José do Rio Pardo, além do contorno viário de Águas da Prata.

Para o conjunto da malha, o programa contratual prevê 217 quilômetros de duplicações, 138 quilômetros de faixas adicionais e terceiras faixas e 86 quilômetros de novas vias marginais. Também estão previstas 58 passarelas, 129 interseções, 24 estruturas como pontes e viadutos e a construção ou adequação de 151 dispositivos de acesso; as obras seguirão o cronograma do contrato.

A concessão inclui 36,8 quilômetros de ciclovias e 135 pontos de ônibus. Na região de Campinas, as ciclovias estão previstas na SP-107, em Artur Nogueira, Holambra, Jaguariúna e Santo Antônio de Posse; há também previsão de implantação na SP-342, em Águas da Prata.

Segundo o governo estadual, os serviços aos usuários funcionarão 24 horas e incluirão guinchos, socorro médico, monitoramento por câmeras e um centro de controle operacional. A operação e a oferta desses atendimentos integram as obrigações da concessão.



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